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Poesia de Sábado

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  • Raksha

    Eu me olho no espelho e me vejo distante, afundando em um mar de reflexos invisíveis. Eu me olho e me encanto, respondendo ecos imaginários e sussurrando desejos nos ouvidos alheios. E por tudo isso eu me escondo e me guardo (aguardo) no fim dos dias e pela derradeira hora e seu sonoro minuto.

    Valdemar Neto Terceiro

    5 de setembro de 2026
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  • Queria rasgar um poema na minha carne

    Queria rasgar um poema na minha carne e assim, quem sabe, os outros viriam por dentro de mim. Eu que sangro, eu tenho medo eu sofro, eu rio por fora, e as avalanches detonam por dentro. Eu sou mais um por aqui e por ali e meu refúgio sou eu mesmo. A terapeuta fala de…

    Valdemar Neto Terceiro

    29 de agosto de 2026
    Sem categoria
  • Latino Americano

    I São 4:30 da manhã. Pachamama me acorde do sonho que devo lutar. Potosí me aguarda nas conduções que pegarei no rumo sul para alimentar os filhos da puta que são donos de todos nós. – de todos nós. Eles são sedentos por nosso sangue, pela nossa cor, pelos nossos sonhos; Potosí me aguarda nas…

    Valdemar Neto Terceiro

    22 de agosto de 2026
    Sem categoria
  • O fruto e a árvore

    Não tão distantes, tampouco, próximas. Ambas nascem da terra, ambas alimentam a vida. Em todos os dias, viram casa e alimento para pássaros, mensageiros doa deuses. Quando a noite cai, viram casa e alimento para outros bichos que rastejam, andam nas suas inúmeras patas e, que antes do dia raiar, voltam para as trevas que…

    Valdemar Neto Terceiro

    15 de agosto de 2026
    Sem categoria
  • Zapata!

    Ecoam tiros no deserto, como bombinhas em festa por uma liberdade tardia. As balas cruzam os céus e entumescem a luta contra os sombrios dias. A revolução é o parto dos heróis e eles gozarão de serem filhos da eternidade, porém antes envaidecem-se as balas que cruzam os céus criando ecos de poemas épico soberbamente…

    Valdemar Neto Terceiro

    8 de agosto de 2026
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  • Radamanto

    Aquele que foi e voltou disse numa carta silente e absurda, sob as ruínas da cidade antiga: “Eu desci ao fundo até os umbrais de mármore e ouro reluzente andando junto daqueles que a vida em seu sopro vasto já se ausentara. E desse passo, vi ao longe o trono vazio e resplandecente de um…

    Valdemar Neto Terceiro

    1 de agosto de 2026
    Sem categoria
  • Prólogo ao Gênesis

    E antes de tudo, havia o suspiro que foi dado por primeiro na escuridão e no medo da solidão. Alguém olhou o vazio e pensou no quanto o vácuo era, em suma, um espetáculo do silêncio e uma dor profunda sobre a existência. Não havia um vocábulo chamado vida nem sequer a ideia de estar…

    Valdemar Neto Terceiro

    25 de julho de 2026
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  • A Suindara

    Certa noite, foi o crepúsculo embora Na janela arrulho da rua me invoca. Toma-me breve o cansaço do dia acalanta-me a doce saudade e fadiga de tempos antigos, juventude esparsa distante época do esquecimento morada quando o barulho sonolento se faz ouvir para além da janela fechada e meus vitrais – que barulho é esse…

    Valdemar Neto Terceiro

    13 de junho de 2026
    Sem categoria
  • Everest

    Tocar o céu é para poucos, e para aqueles que não se importam com os corpos que estão no caminho. É subir a vertigem, tocar a nuvem reviver o parto e ter o ar brotando de algum âmago na barriga. O que é essa subida? Ela é a apenas uma etapa rotineira para alguns ou…

    Valdemar Neto Terceiro

    30 de maio de 2026
    Sem categoria
  • Mulheres de Troia

    Contem-me o adimplo daquelas mulheres de Troia Morrem pelos soldados mancebos míticos de Atenas. Quando assediadas, se enfurnam; correm para os montes, e profanam suas novenas; E são abatidas em batalha caem pela força do macho, canalha às duras penas, violentas. Quando eles soldados, da praia Não viam soldados nas muralhas mulher apenas; O festim…

    Valdemar Neto Terceiro

    23 de maio de 2026
    Sem categoria
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