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POESIA DE SÁBADO

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  • Cenas da noite

    Cai a noite silenciosa, mordaz escolha sorturna do silêncio. Ela vem em baldes de escuridão e mistério; e o que finda, na verdade, é vácuo, uma inexistência rude e destemperada. Sono. Meus olhos estão em guerra com a TV ligada em algum canal colorido e mudo. Finjo interesse. Desejo ler algo, conversar com alguém, desejo…

    Valdemar Neto Terceiro

    28 de março de 2026
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  • Soneto Caótico

    Não me venham, por favor Querer-me ser do jeito Que embrenham-me a cabeça, Solitário amiúde, necessitado. Eu sou silêncio, dor, dúvida Ou tudo e nada, cadafalso Introspecto vidente de não sei Acompanhante do céu em prece. Eu não quero escrever o ódio Nem torcer o pano de lágrimas Do poeta que não sente nada. O…

    Valdemar Neto Terceiro

    21 de março de 2026
    Sem categoria
  • Velha roupa nova

    Eu ontem vesti uma camisa guardada e cheirando a sabão; eu não sei de quanto tempo. Ela estava guardada e para minha surpresa, ainda estava nova, ela crescia nos meus braços e vestia minha lembrança. Eu olhei para aquela roupa e pensei o quanto eu fui e o quanto eu sou – o que eu…

    Valdemar Neto Terceiro

    14 de março de 2026
    Sem categoria
  • Revelação

    A Licy. Eu assopraria a plenos pulmões as queimadas de todas as florestas; beberia toda a poluição dos rios e dos mares; subiria aos céus e respirava todo o veneno do céu azul; jogaria no mais alto vulcão todos os senhores da guerra, um por um; espantaria drones explosivos com as mãos e roubaria toda…

    Valdemar Neto Terceiro

    7 de março de 2026
    Sem categoria
  • Amores

    O que existe, permanece em algum lugar. Pronto pra sair, explodir em milhares de pedaços espalhados pelo piso do salão, pelo espaço acima e pelos mistérios abaixo. Existe, e é o que basta. Silente esperando a sua hora e permanece vasto em seu lugar.

    Valdemar Neto Terceiro

    18 de outubro de 2025
    Sem categoria
  • Reflexo ao palito de fósforo

    O outro lado da vida é um perímetro sem sentido. Nasce com o sol e espera o anoitecer, a vida não permite anti-horário. O tempo segue voluntarioso do destino de todos. E eu acendo um fósforo e deixo queimar até meus dedos decidirem que aquele pedaço de floresta seja habitante da sarjeta. Eu não minto,…

    Valdemar Neto Terceiro

    11 de outubro de 2025
    Sem categoria
  • Canção para um dia cansado

    Eu arrumei as roupas, e desfiz as malas. Gritei que havia chegado há muito tempo, neste lugar. Eu quis tomar um banho e ver o noticiário, de certa forma, permiti que tudo estivesse no lugar. Eu esqueci seu nome, sua data de aniversário ou a cor dos seus olhos. Eu esqueci completamente do que foi…

    Valdemar Neto Terceiro

    4 de outubro de 2025
    Sem categoria
  • Rhino

    Passei a vida toda correndo atrás do que nunca foi prometido. Ergui um império de certezas sobre um escombro de esperança. O que não deixei de ter. Fui ao encontro do divino e me prometi menos pecador nas noites de ressaca e solidão.  Sou eu pelo deserto, esperando uma guerra impossível, um traço qualquer de…

    Valdemar Neto Terceiro

    28 de setembro de 2025
    Sem categoria
  • A rua

    A gente costumava brincar na rua, era um espaço do mundo infinito, calçadas ilimitadas, árvores eram um céu. Os pés tocavam as pedras toscas da rua e a rua ia até lá embaixo perto da estação. E a gente corria até a beira do infinito como quem foge do destino a bola rolava, alguns se…

    Valdemar Neto Terceiro

    21 de setembro de 2025
    Sem categoria
  • Demiurgo

    Comecei a escrever sozinho debaixo de meus turbulentos olhares de mim mesmo. E quando vi, a poesia era em suma um que fazer extraordinário para as dores subjetivas de minhas noites em claro, meus dias fechados. Escrever liberta o que quer que seja dentro de um poeta-universo.

    Valdemar Neto Terceiro

    14 de setembro de 2025
    Sem categoria
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